Uma das habilidades mais básicas não só dos seres humanos, mas de todos os seres sociais, é a formação de relacionamentos, conjuntos formados para propósitos específicos. São poucos os indivíduos capazes de produzir sem a companhia de outros. A vida numa sociedade seja ela uma democracia, ditadura, monarquia, socialismo ou anarquia, forma basicamente uma necessidade em criar e manter relacionamentos – sejam estes bons ou ruins.
Existem relacionamentos de todos os tipos; pais e filhos, irmãos, amigos, parceiros (em ambos os sentidos), patrões e empregados e, os mesmos são sempre constituídos de trocas. Algumas vezes damos, outras recebemos. Eles também estão em constante mutação, amigos viram parceiros, filhos viram pais, sempre mantendo uma certa hierarquia; são raras as vezes em que todos os integrantes tem o “mesmo volume na voz”. Mas vou deixar as análises terapêuticas para nossas colegas do Contato.
Infelizmente, ainda vejo nas pessoas uma inabilidade em distinguir vontade de necessidade, especialmente em relações entre sexos opostos (ou em alguns casos, entre o mesmo sexo). A co-dependência é uma constante na vida de boa parte das pessoas. É o velho “sem ele eu não vivo”. Existe uma extrema dificuldade em se movimentar com as próprias pernas, a dependência no próximo cria quase uma simbiose entre seres humanos, originada talvez por uma catarse encubada desde os tempos do “cada um por si”. Há vantagens óbvias em se relacionar, porém a demasia pode atrapalhar com igual intensidade.
Encerro este meu parecer de observador convidando a todos para a segunda jornada do Contato Núcleo, feita para indivíduos “psi” e “não-psi” - profissionais e leigos. Um dia inteiro de palestras e workshops no mês de abril dedicados à muito celebrada “Química dos Relacionamentos”. Ainda estamos um pouco distantes da data, mas os manteremos informados para que todos possam tirar proveito desta experiência que sem sombra de dúvida será magnífica.
Para aqueles que ainda não conhecem: www.contatonucleo.com.br