sábado, 23 de outubro de 2010

O Barquinho Vai...


Boa tarde, galera!
Cheguei a pouco tempo de São Paulo onde tive algumas reuniões e, por sorte, tive a oportunidade de assistir um pocket show do Roberto Menescal, seguido de uma sessão de autógrafos na Fnac, ambos eventos de lançamento do seu livro "O Barquinho Vai...", escrito pela linda e simpática Bruna Fonte. O livro fala da vida de Roberto, um dos fundadores do movimento bossa nova. Compositor de músicas como O Barquinho e Telefone e, produtor musical, esse gigante é um ícone inegável da música brasileira.

No Conservatório Souza Lima, no evento entitulado Papo de Músico, Menescal e Bruna participaram de um "Q&A", com pausas para músicas que me transportaram de volta ao meu Rio de Janeiro, além de hilariantes histórias compartilhadas por Roberto (Menescal). Se já admirava o trabalho do Menescal, agora sou fã incondicional. Exalando simpatia e bom humor, o mestre deu um show - assim por dizer -, na Fnac paulista, contando histórias e tocando sua viola, além de ter recebido convidados como Emílio Santiago e Ivan Lins - o qual chamou de Tsunami Musical, pelo seu dom magnífico de fazer músicas.

Não sou crítico literário nem um grande connoisseur, sou apenas um amante da leitura, mas posso apontar a excelência no livro, que me fez apreciar ainda mais a Bossa Nova. Devorei-o no avião voltando para o Rio e a primeira coisa que fiz quando cheguei em casa foi pesquisar mais sobre Menescal e toda a turma da Bossa Nova. Agora resta a dúvida: comprar ou não comprar outro exemplar? Já tenho ciúmes de outras pessoas lendo o meu autografado, então acho melhor desembolsar outros R$30,00 e manter as dedicatórias (da Bruna e do Menescal) guardadas em segurança.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Livros sem dono


Já ouviu falar em BookCrossing (algo como a 'corrida do livro')? Pois é uma campanha mundial que pretende aumentar o interesse pela literatura, aproximando pessoas do mundo inteiro pela curiosidade. Para participar você pode cadastrar um exemplar qualquer no site oficial, imprimir uma etiqueta, colar no livro e deixá-lo em pontos estratégicos - existem lugares fixos conhecidos ou pode ser um local que você escolher, bares, restaurantes, museus, praças etc. Assim, quem encontrar o livro, deverá entrar no site com o código da etiqueta e resgitrar onde o encontrou. Depois é só ler e deixar em outro lugar para que outra pessoa possa achá-lo. A iniciativa foi criada em 2001 e tem ganhado adeptos no mundo inteiro. No Brasil já são 2 mil cadastrados, mas os pontos se concentram em São Paulo. Com o lema "ler, registrar e libertar", será que o movimento pode vingar no nosso país? O que falta para os brasileiros começarem a ler mais? Muita gente acha que o projeto não terá sucesso aqui, pois somos uma sociedade ignorantes que não lêem e possuímos políticas públicas educacionais fracas. Sem falar que muitos acreditam que ninguém vá devolver o livro. Mas a idéia pode sim incentivar o gosto pela leitura e deixar muitos curiosos interessados na campanha, basta terem conhecimento - e, para isso, precisamos de uma boa divulgação, né Ministério da Cultura?

Para acessar o site, clique aqui.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Os 33


Boa noite, galera! Peço desculpas por não ter postado nada, mas a vida de editor não é fácil e, a CRASE não para por um segundo.
Queria dar um parecer sobre a mais nova sensação da mídia, os mineiros chilenos. Queria mostrar não o que se vê em todos os jornais e revistas, mas uma visão craseana da situação.
Sim, o resgate foi um sucesso, felizmente conseguiram tirar os 33 mineiros e a maioria já deixou o hospital. É impossível imaginar o que esses homens devem ter passado, ainda mais eu, que sou quase claustrofóbico e, só de pensar sinto um calafrio na espinha.
Mas aparentemente nada de bom ou ruim acontece nesse mundo sem que alguém ganhe algum tipo de vantagem. Deixemos a fantasia de lado para observar as repercussões reais e objetivas deste evento, como a popularidade do presidente chileno, Sebastián Piñera, que aumentou em 11% desde a operação de resgate, ou as inúmeras empresas que usaram do acidente para promoverem-se.

Prevejo o batizado dos mineradores envolvidos no acidente, o grupo será chamado de "Os 33". Esses homens, sem querer, viraram figuras emblemáticas, celebridades com propostas para aparecer em espaços como a TV, literatura e esportes. É impressionante a capacidade da mídia de transformar desastres em talões de cheque milionários. Isso sem contar com a mineradora, que agora pode dar adeus a qualquer tipo de atividade, pois sempre será mal vista e seus cofres serão limpados pelas famílias das vítimas, que pedem U$12 milhões em indenizações. Já não basta tudo o que ganharam de grandes empresas e o status de celebridade que obviamente vem carregado de regalias? A questão é sempre a mesma. Dinheiro, dinheiro, dinheiro...

É importante a atenção a esse tipo de mercado para podermos ver através da mentirada toda... E lembrem-se; nada vai ao ar sem trazer algum tipo de benefício financeiro.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Edição de outubro


Dia 5. Nova edição. Mais um mês. Em outubro, a CRASE mostra a visão por cima da continuação do filme Tropa de Elite. Como a produção chegou a ser uma das mais aclamadas do país e o que tem de verdade nessa história, que envolve política, segurança e sociedade. Você já parou para pensar o motivo do protagonista Capitão Nascimento ter virado um verdadeiro herói? Será que a sociedade brasileira vê nas ações do BOPE a solução para a combater ou, pelo menos, retardar os efeitos da criminalidade? Em recente entrevista, o diretor José Padilha chegou a firmar que Nascimento é o 007 brasileiro. O que pensar sobre?

A revista também vem recheada de matérias sobre música, política, moda e literatura com a forte temática de covers e imitações. Você já refletiu bem sobre esse tema? Saiba melhor nessa edição, que estará no ar hoje, às 21 horas.